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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A menina e o pássaro

ERa dela este dom, este toque especial capaz de transformar tudo em conto de fadas...


Tinha aquele jeito enluarado... e mãos pequeninas capazes de imprimir poesia no dia mais comum... .. 


Emprestava cores pro dia.
Espanava a poeira ... arrastava móveis... construía paisagens... 


Jurava de pés juntos que se entristecesse era capaz de chover !!


Á todos que cruzavam seu caminho sorria uma cantiga... um mistério...


E quando fechava os olhos, seu maior temor era  uma vida vivida sem amor... sem poesia.
Tinha pavor de não ser ninguém nunca pra outro alguém...


... Porque afinal de contas, a gente vive para isto mesmo, para ser tudo para alguém um dia e para sempre... Oras!


TOdas as suas histórias, todos os seus contos... tudo que escrevera a vida inteira um dia desapareceu.
Se foi... como poeira.
Naquele dia sentiu como se toda sua vida tivesse sido roubada... assaltada... foi assim privada de suas alegrias, seus amores, dissabores, batalhas, tristezas...


O passado é esta coisinha que nem sempre nos faz bem... mas sempre queremos deixar ao lado... engavetado.. arquivado... 


Mas enquanto olhava para página em branco à sua frente... e tinha aquela certeza feliz de que sua vida tinha começado daquele dia em diante... 
... percebeu que a perda na verdade era ganho... 


Não queria mais nada daquilo... não queria, por mais belos que fossem seus escritos, suas lembranças...


Porque tinha um pássaro dourado nas mãos...
... que tinha este poder, de fazer nova todas as coisas.
Todos os dias... tudo se fazia novo... e outra vez.


A menina e seu pássaro, a menina e seu sonho....
E além das cores que dispunha, agora existia canto...


E ela era Tudo pra este passarinho... 
... nunca mais estaria só... 
Se viu livre do seu maior temor !


E o que valia era agora... era dali por diante... 
A menina e seu pássaro dourado.


Sentia como se não existisse mais nada além.
Além daquele instante único e todo dela... 


O azul do céu... as flores que pendiam do galho da sua árvore... 
o canto magnífico de seu pássaro...
... as estrelas todas elas caindo devagar... 


E Aquele anseio de repartir esperanças !

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

e Assim por diante...

" Mas amar é querer que a alma do outro seja feliz, não importa como, onde e ansim por adiante..."

                                        Hoje é dia de Marília!! ( MAria) ;)

E era assim que seguia... vida afora... adiante e além....
... carregava entre as mãos, espremida, preciosa semente.

FOi numa noite destas de outono que ganhara de presente... foi o Vento quem veio baixando devagar até pousar em suas mãos... aquele pózinho de estrelas... que a menina resolveu plantar.

Era menina cheia de fé, achava que tudo e qualquer coisa que depois de morto fosse plantado... viveria novamente... daria pé de sonho... cresceria....
...

Seria o que deveria ser e Assim por diante!

Ela caminhou até seu jardim, na terra orvalhada, cavou um buraco fundo, e deixou ali... aquela poeirinha ... sua semente!

E não foi que noite após noite o sereno caía... e do chão brotava o que olhos nenhum jamais viram....

E a cada manhã a menina corria pro jardim, tentando adivinhar o que da terra crescia....

_ que sonho era aquele.... que vida era esta.... capaz de mudar o curso da sua ??????

De um dia pro outro, crescia e crescia.... e o tronco ainda era novo... mas as raízes eram tão profundas....

Foi quando a menina percebeu... o quanto sua vida agora estava ligada aquela semente... aquele grão de sonho ...

Ficava pensando , apreensiva, pelo dia em que algo ali florecesse... ou lhe perfumasse.... quem sabe sorrindo... só pra ver a menina chegar.

Ventania Solta, Ventania...
... passeou por todo canto... e um grãozinho de sonho ... jogado à morte... trouxe pra menina...

A mesma menina de mãos pequenas feito a chuva.

CErta noite ela passou por ela ... e sussurrou baixinho .... _ FOi um menino de olhos amEndoados e corAção partido... foi ele... quem mandou te entregar!

A menina arregalou os olhos e despertou do sono ... procurou por um canto e por outro.... achou que sonhara.. cobriu novamente as orelhas... e fechou os olhos.... desejosos de voltar pra dança que seguia...

Era sempre este o seu sonho.. uma grande valsa... e sinfonia....

Na manhã seguinte, como de costume , correu pelo jardim pra dar bom dia a suas flores... e quando olhou sua semente... que agora era uma árvore... aberta em flor....

Coloridas do mesmo pé!
Ela suspirou de amor.... e sentiu o coração pulsar na garganta....
... se apaixonou .... pelo que ainda não conhecia!

** *** ****

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ERa uma vez uma Menina que era VEnto!

ERa só VEntania...


Ventania Solta... 
Começava o dia... evaporavam as ilusões que tecia com fios de ouro... desfazia aqueles nós de alma.. 
Intrincados... pontiagudos...
REcolhia a paisagem... e passava.


Quem nesta vida, para um segundo e percebe o vento balançando fios... embaraçando folhas... revirando poeira no ar????


Corria os olhos ao longe... distante... a pipa desenhando o céu...  meio azul... meio cinza... da cor dos seus cabelos....
* * * 


A realidade daquela manhã de julho. Aquele seu momento que amou e amava.

De um suave esplendor de pétala de rosa. 
Para ela. 
Bem o sabia, parada na escadaria junto à janela aberta. 
Por onde entravam batidas, ladridos de cães, carros, sirenes. 

Pensou,sentindo-se de súbito entristecida... sem Alento. 

Com a brisa, o rumor, a floração do dia.... 
...fora do apartamento. 

Era um vazio perto do centro da vida; 
um sotão. 

Como um suave perfume, 
ou um violino suave. 
( estranho o poder dos sons em certos momentos) 

Ela nào sentia indubitavelmente o que as pessoas comuns sentiam. 
Só por um instante, seria o bastante. 

Aquela sensibilidade fora a sua desgraça, pensou!!!!!! 

Suas emoções ficavam todas à superfície. 
No íntimo era bastante perspicaz _ e com tudo ainda essencialmente feminina. 

Ignorava os conselhos. Prefiria acreditar! Dar mais uma chance! 
Acreditar que todos merecem uma segunda chance... e que a bondade e a verdade se manifesta nestas pessoas. 

Cegava a própria razão, e acreditava. 
Estendia a mão! 

Ainda que fosse mordida ..mais uma vez!!! 
E De novo! 

Trocou de roupa, aqueceu o pescoço comprido, apagou as luzes e saiu. 

Pela primeira vez em dois anos tivera coragem de ir até aquelas ruas e lojas. 
Pela primeira vez depois de tanto tempo. 
Se sentiu segura. 

E Liberta! 

Passeou entre as lojas e mercados. 
Buscava uma adorno pra sua casa. 
Um lustre... uma luminária. 

Coisa dela. 

Comprou também um cristal e uma mandala. 
Estava feliz! 

Com suas sacolas... sua coragem... a vida que agora era esta. 
E aproveitava a vida, imensamente. 
Ali respirava. 

Aquele dia seu ... chuvoso.... 
Ela mesma... compraria suas flores.... 

Ela mesma... 

Parou com delicadeza de brisa diante da banca, emudeceu... as Angélicas mais lindas e perfumadas ... aquelas flores... as mesmas flores...
... .. 


* * * 
* * 
* 


Manhã nublada! 

Dia Chuvoso. 

Eu posso ser uma boba... Mas ninguém nunca me viu reclamando. 
Garoa fina! 

Música insistente! Repetindo Repetindo! 
Falta uma parte de mim! 

...não sei onde ela está ! 

Porque será... o coração tão apertado ? 

Saudade de Ti!!! 
Saudade dos Teus Tabernáculos!!!!! 

De Todas as Tuas Ondas e Vagas passando por mim! 

Um abismo chamando outro abismo. 

Ao cair da tarde 
Penso sempre mais 

E a luz que me invade 
São as cores naturais 

Cada figura 
que passa por mim 

nem me perturba 
e eu fico assim 

Longe me leva este silêncio 
e o sentir que se altera 

são as cores do sol 

E eu fico encantada 

e eu sinto-me a arder 
quando o dia se apaga 

fica tanto por ver!!!! 

Falta tanto de mim!!!!!!!!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Maior que todos os ventos Contrários...

.... Porque a força de dentro é maior. Maior que todos os ventos contrários.


Acordei para as tarefas que precisavam ser feitas.

Um pouco cansada, pergunto pros meus botões que Orações serão Ouvidas esta noite???

Serão as minhas???

Uma Tristeza tão profunda quanto a noite lá fora tomou conta de mim e,
Sinto um nó na garganta...um nó seco....

Preciso Respirar.
Precisava só respirar. ( COnverso comigo mesma... espio pela janela que é só arranha céu... e continuo perdida ... 



É o barulho lá fora é a fumaça aqui dentro...

O ar que passa por mim é seco e empoeirado.
Obrigo os meus pulmões a Absorver...
... Grandes Tragos desse Ar.
... e mais uma vez...


Mas ele não alivia o Aperto que sinto no peito.
Me deixo cair de volta ao chão.

Me deixo.

Passo os olhos pelo céu pontilhado...
.... volto a olhar fixo para as rachaduras no chao de cimento.

O chão começa parecer que faz parte do meu corpo.
E a minha respiração vai ficando mais pesada, mais lenta.
Queria tanto fechar os olhos.

Mas não quero adormecer!! nem posso... tenho muito tanto trabalho a fazer!!


Foi só então que percebi o quanto é avançada a hora.
Mas a Lua era linda no céu da janela dele...

Era Linda a Lua.

Ficava pensando, na vida vivida.... na vida abandonada... na vida corrida...
Quanto ainda RESTA  ser Vivida !!!!???????? 

....
É que ás vezes agt sente como se não existisse nada além.
Além daquele instante único e todo seu,

E Sente como se aquele dia tivesse nascido só para você.
E só por Você.

E cada detalhe dele pertencesse unicamente à você.
O céu azul...
... as flores que acabaram de chegar na banca.
O gato tomando sol em cima do muro.

A Borboleta cruzando seu caminho.
E o cabelo... esvoaçante e rápido...

Então todas estas pequenas coisas vão justificando o mundo.
Deixando sonhos.
Espalhando vida.

Repartindo esperanças.
E aquietando aquela pequena voz dentro de você.

Atravesso as ruas da cidade.
A testa franzida...
Pensando ... pensando...

NA Minha Absoluta urgência
Do Agora.

Respiro bem fundo... Suspiro
Anseio
Transbordo de Saudades.

Desejava muito uma boa notícia.
Hoje!

Precisava de Flores. 

HOje!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

...parada sobre a ponte...

Gostava  sempre de empregar propósitos... foi ano retrasado... quando a vida andava de pernas pro ar... que decidiu passar por cima daquela data...
Decidiu que não falaria dela....
Que dormiria na noite véspera e acordaria dois dias depois!!! Assim!
Sozinha no mundo outra vez!

Sozinha no mundo.. na vida... na cidade adversa...
Cuidaria de si mesma ou morreria sem nenhum cuidado.

Ahh não lhe restavam mais afagos.
A dança era uma lembrança triste que deixava dolorido. por dentro.. exauria o coração com astúcia...
.. Era assim , que ela sentia, justificava ... ressentida.... perdida.

Abriu as mãos do alto de sua janela.. e naquele instante.. entregou- se ao vento.
Como poeira... misturados..  a vida, o sangue, o caminho...

Não foi fácil, o coração não queria... relutava... chorava.. pedia.. implorava...
A VIda sempre quer VIver.
__Não! Vc vai ter que aprender!!    Vai ter que aprender!!!

Então Quando o ar foi abandonava  seu corpo... caiu de joelhos...
Prostrada, braços, mãos e coração.
E o vento foi levando tudo embora!

E desde então era isto.
A menina com uma uma flor nos cabelos, sozinha.
... seu caminho era só...
... e qual seria o propósito então de sua vida!!???????????????
AInda não sabia!!

Pra que vivia???????????????????????
Porque ??

Insistia...

Qual era seu papel nesta história... só passaria, feito brisa... apenas isto???


">

terça-feira, 6 de julho de 2010

Inumeráveis Noites de EStrelas...

BLUSA FÁTUA


Costurarei calças pretas, com o veludo da minha garganta,
e uma blusa amarela com três metros de poente.
pela Niévski do mundo, como criança grande,
andarei, donjuan, com ar de dândi.

Que a terra gema em sua mole indolência:
"Não viole o verde das minhas primaveras!"
Mostrando os dentes, rirei ao sol com insolência:
"No asfalto liso hei de rolar as rimas veras!"

Não sei se é porque o céu é azul celeste
e a terra, amante, me estende as mãos ardentes
que eu faço versos alegres como marionetes
e afiados e precisos como palitar dentes!

Fêmeas, gamadas em minha carne, e esta
garota que me olha com amor de gêmea,
cubram-me de sorrisos, que eu, poeta,
com flores os bordarei na blusa cor de gema!"

 ******** ********** *****************************************


Aproveitei o horário sozinha , e o resto da sala vazia... e me dei o que eu pedia e precisava por dentro.. Poesia... 
RImei... cantei... Deixei  verter ... Fui derramando na metade do dia..a água que pertencia a minha sede ...


COisa tão simples.


Todo dia... cada dia... toda manhã é preciso renovar o voto e a decisão... 
a cada novo dia.. é preciso escolher ser feliz... e seguir pelo caminho....



quinta-feira, 1 de julho de 2010

VEnto nas mãos...


Uma amiga muito querida enviou o desenho dizendo que achou minha cara!!! 
rs rsrs
Eu gostei do mimo e do carinho !!! ** *** ** 
** * ** * ** * * * *

E andando aqui e ali, dei de cara com o meu autor predileto... e acreditei que aquilo era um sinal... 
ESta mania antiga de acreditar em sinais... esta coisa minha de ver significado em cada detalhe... 
Ando em silêncio.
Parei de falar comigo... estamos avaliando e dando tempo na relação..
eu e Eu.

VOu passar o resto do dia... perdida nisto... tentando encontrar sentido....
Acho que preciso mesmo é de Ar... 
É vento na cara... 
Abraçando o corpo... balançando cabelos...

Preciso mesmo respirar!

"Sem amor por si mesmo, o amor pelos outros também não é possível. O ódio por si mesmo é exatamente idêntico ao flagrante egoísmo, conduz ao mesmo isolamento cruel e ao mesmo desespero."

sábado, 22 de maio de 2010

in the City... of blinding lights...

Se eu morresse amanhã,
eu levaria o gosto de muitas venturas.... e ventanias
Levaria alegrias infindas das serestas da mocidade, dos arpejos do meu violão  
e das canções que eu entoava com alma... 


Levaria a lembrança de bailes inesquecíveis, que eu nunca fui. 
da leveza de meu corpo deslizando , 
como se embaixo de meus pés sequer houvesse chão...     
... e Acredito... chão não existia....


Levaria o prazer das caminhadas matutinas pelos campos da minha terra, pelas alamedas da cidade que é minha
recebendo o beijo do sol, das árvores, 
das nascentes ao som da sinfonia de passarinhos, 
folhas farfalhando ao vento  
e o aroma inconfundível da natureza pura, intocada... 
 

Como eu! 

Ah! levaria também o nascer do sol dourando a praia ... 
e de todas as vezes que este espetáculo, pela rara formosura, 
me fez chorar... 
 
Levaria gravado no espírito, 
o conhecimento dos muitos livros inspirados  ... 
que me chegaram às mãos e que vieram me falar ...  TOda e Cada REleitura Minha... 

...todos os que me são Queridos... todos que contornam meu raro Perfil...

   
Levaria a lembrança dos amores que tive  
e não me pesa agora, saber que amada eu fui poucas vezes,  
mas importa saber que todas as vezes que o amor bateu na minha porta , 
a ele eu me entreguei por completo, sem nenhum medo de amar ... 
 

Algumas vezes com medo sim, confesso... MAs em todas estas fui vencida por algo maior...

Levaria o carinho e a fidelidade dos poucos amigos e amigas  
que fiz e de tudo o que, ao longo dos anos, pudemos compartilhar... 
 
Levaria recordações incríveis da minha infância  
e do carinho inigualável que permeou meu primeiro lar... 


Levaria a suprema ventura da maternidade... seu eu pudesse... Se a idéia dele sobrevivesse...

     
Levaria gratidão infinda pelo meu  
trabalho que a princípio, me pareceu desdita...  
eu, dada às letras e à dança, lidando com números por décadas a fio  
e, pela incompatibilidade, fazendo esforços de monta para me adequar... 
mas reconheço, não houve escola melhor do que esta para na arte da vida, me adestrar. 
 
Percalços?

Os tive, sim . 
Por vezes incontáveis vi-me derrotada, sentada à beira do caminho  
e porque não dizer, estirada ao chão ...  
mas se eu morresse amanhã eu levaria a mais absoluta convicção  
de que, uma "força" muito além das minhas próprias forças, sempre cuidou de me levantar. 
       
Mas, se eu morresse amanhã,  
morreria abençoando a Vida e 
cada instante deste precioso ano !!!



AS bem Aventuranças minhas... as músicas minhas... todos os detalhes...
O Estádio iluminado de esqueiros... de celulares... como vagalumes...


As vezes que chorei de Alegria .. de amor.. 
quando as notas da guitarra saltaram no meu peito... 
.. ou diante do Coral de Natal... 
..num dia de semana qualquer... numa Avenida qualquer... 


Vai ventando o mundo... 
Vai varrendo ruas... vai ...
Vai levando embora ... vai...
Vai espalhando perfume... 
Vai te levando pra longe... devagar... vai....
Vai deixando pra trás... 
... caminho ... raio de sol.. 


Não, não fui capaz de permitir que me amasse...  
Eu sei

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dançando em Perfeita SImeTria!!

"... 
Há pessoas que nos libertam...
há outras que nos aprisionam e asfixiam.
Há pessoas capazes de extrair de nós o que há de melhor e mais bonito...
há outras que colocam em evidência toda a nossa imperfeição.


Há pessoas que nos tomam pela mão e nos conduzem...
há outras que nos empurram para o abismo da desorientação.
Há pessoas que semeiam flores de esperança e luz...
há outras que vão colocando espinhos na nossa cruz.

Há pessoas que nos injetam vida, otimismo, confiança...
há outras que aniquilam nosso equilíbrio e temperança.
Há pessoas que nos fazem multiplicar nossos poucos talentos...
há outras que nos fazem enterrar os poucos que supúnhamos ter.
Há pessoas que são balsâmicas em nossas vidas...
há outras que tornam completamente inócua a nossa lida.
Há pessoas que nos estruturam e nos levantam...
há outras que nos fragmentam e nos desmontam.
...

Assim posto, até onde o destino o permitir,
que possamos ficar longe daqueles que nos são corrosivos,
e que possamos ficar perto daqueles que nos são benfazejos.
Mas às vezes, 
por uma destas razões incompreensíveis da natureza humana,
descobrimos com espanto que há pessoas 
que simultaneamente nos elevam e nos abatem... 
nos levantam e nos derrubam...
nos apedrejam e deitam bálsamo nas nossas feridas.
E, mais perplexos ainda ficamos, 
quando constatamos que por um capricho da Criação, 
ou quem sabe, da nossa mísera condição,
não somos vítimas passivas deste processo, 
e que vivendo e interagindo,
vamos nós também distribuindo (querendo ou não querendo) 
alegrias e dores, mágoas e alentos, 
luz e escuridão... 


Como se dançássemos em perfeita simetria

Ou como se contracenássemos em perfeita sintonia com os nossos
"balsâmicos algozes".
Tal é a humana condição... "