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quinta-feira, 3 de março de 2011

Vento de Dentro

 ... porque o vento começa a soprar dentro da gente,
... e lá, de cantos escondidos de nossas montanhas e florestas internas, aves selvagens começam a bater asas,
 E a gente não sabia que tais criaturas mágicas moravam dentro de nós, e elas nos surpreendem,...
... e nós nos descobrimos mais selvagens, 


Mais bonitos,
... mais leves, com uma vontade incrível de subir até as alturas, saltando, saltando de penhascos, pendurados numa asa-delta 
__Acho que o nome disso é fé…




ELa acordou no meio da noite com o olhar dele sobre ela... 
... Ele a olhava com aquela leveza serena que a conquistara tantas vezes.... e então ele sorriu.


Deslizou  o dedo indicador pelo rosto dela e olhando pra ela como se decorasse seu rosto, afastou sua franja de cima dos olhos....


__ Se for menina, vai ter olhos assim... feito os seus ! Verdes! Assim! 
Ela sorriu perdida nas palavras dele .


__ E cílios como os seus... eu vou contar cada um deles como faço com vc , em segredo, quando dorme. E eu quero também que ela tenha um nariz, assim pequenininho feito o seu... e o queixo. Ahh e orelhas assim _ disse enquanto lhe afagou os cabelos_   E o pescoço como o seu, delicado , comprido. E o que mais quero é que ela tenha mãos assim... feito as suas... porque eu nunca vi mão mais pequena que a sua... e nunca vi pés mais lindos que os seus!!! Eu quero que ela acorde cedo como você... e que seja apaixonada por mim, como você é pelo seu pai!! E claro que ela terá os seus cabelos.... finos assim... deste jeito... e a boca como a sua.... porque nunca vi boca mais bonita que a sua!!! 


Parou de falar e ainda sorria enquanto olhava pra ela... decorando cada pedaço do seu rosto.
As palavras dele foram pousando sobre ela.. planando suave... lhe envolvendo... com uma ternura tamanha.... Nunca escutara declaração de amor mais bonita do que esta!!! 
Que lhe roubaram as palavras.... de repente era como se flutuasse... 


Colocou as mãos pequenas pequenas sobre o rosto dele.. como sempre fazia... com amor que jamais sentira... que tinha certeza jamais tornaria a sentir... não daquela forma... E o beijou. 
Com tamanha doçura .... e força como sentia dentro do peito descompassado.


Recostou a cabeça sobre o seu ombro.... e apertou os olhos de gratidão mais límpido.... 


Soprava o vento mais forte dentro dela.... 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Por AMor... serás.. SeRemos...

"E desde então, sou porque tu és.
              E desde então és, sou e somos.
                                  E por amor serei, serás, seremos."




Não sabia se era aquela a hora... ou se seria noutra.... 
... não tinha as palavras prontas....  


Nem sabia o que no fundo sua poesia escondia. Sabia apenas que seria!
Porque aquela palavra única e criativa... havia sido lançada.. e jamais voltaria vazia... 
.... era esta a certeza que tinha no peito... que agora abrigava sonhos e sonhos antigos... 


Por mais cuidadoso que fosse o coração... por mais zeloso que estivesse o espírito.... e aquelas inquietações todas dentro dela... 
Seu coração batia depressa... com a força vezes três.


AInda não tinha as palavras corretas... nem os acentos... nem os parágrafos....


TInha aquela sensação perfeita... daquela promessa antiga antiga... quando os ventos apontavam noutra direção.... 
... sentia que dançava.... rodopiava em valsa incansável... tamanha era a alegria que sentia.


Resistiria bravamente.
A si mesma... e lutaria com força.... caminharia sempre pela estrada mais segura.... 


Era vida que transbordava... e amor que estendia como óleo derramado... tantos eram seus significados naquele dia... 


Tinha tanto a dizer.... tinha tanto... 
.... mas não alcançava palavra por palavra que bendizesse tudo dentro dela.... daquele dia adiante...
Sempre.


 Amém.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

fiOs de dELicAdeZa....

.... Para sobreviver ela dizia que era forte.

Não podia dizer nem em segredo, nem pra si mesmo..

Entristecida fazia chover!
Mas aí colocava sua roupa mais bonita, uma fita e uma flor nos cabelos....

Pra que a vida voltasse fazer sentido....

No coração , era fé!
Era fé o bater daquele coração... e fé... o ar que respirava todos os dias... a cada manhã....

Como se explica um milagre feito aquele.. nem ela poderia...

Tinha leveza de uma pluma qualquer... solta ao vento...
indo embora... devagar!

Quando levantou aquela manhã gloriosa, ao tocar os  pés no chão, desejou ser livre!
Completamente livre... de qualquer amarra que lhe prendia a alma... ainda... e Naquele instante, foi esta sua oração!

Queria um amor que a libertasse.Que a tornasse verdadeiramente livre... que lhe pertencesse ...  assim como ela mesma... toda ela... desejava pertencer!
Livre... do medo da espera... do abandono... livre da dúvida... da incerteza.. Liberta da insegurança ... de passos largos... liberta de qualquer coisa que fosse apenas comodismo....

ERa isto... sorria ao caminhar... lembrava o quanto amava dias assim... intermináveis...
... e aquele desejo de menina que a invadia... de querer um pôr-do-sol que durasse horas e horas e horas...

Viveria no lugar do Encontro... naquele jardim... na viração do dia...
dia após dia...

No fundo ela era só uma menina , Ventania ventania
...
Quem lhe compraria um jardim em flor...  guardava ainda aquela caixinha escondida lá no fundo bem fundo da gaveta.... com a poeira de um sonho que alguém um dia decidiu não sonhar....
....
Era valente esta menina... já tinha enfrentado tantas montanhas gigantes... atravessado entre o medo e a dor,
... perdeu tudo que tinha, e descobriu que aquele nada era O tudo que precisava... teve seu coração roubado, teve seus cabelos cortados... e viu seu sangue branco... escorrendo levando embora um sonho ou dois....

E mesmo assim... sobreviveu.... sobreviveu até aquele instante... até aqui... porque cantava ... enquanto seguia...
Ainda que na mais profunda escuridão.. era cantando que ia desenhando seu caminho...
e dançando  por onde quer que fosse....

Era perfume suave... aquela menina... daquelas fragrâncias que te tocam como um beijo muito doce...
...

E agora depois de tanto caminhar... sentia que algo dentro dela ia perdendo a força... a convencia  todo dia...  que ela era nada... que era só isto ... passagem....
... e abrigo enquanto durasse aquele instante....

Tamanha era a força deste monstro... tamanha era astúcia... e persistência... colocava até pedras no caminho da menina.. à lhe falar...

Certa vez, uma pedrinha destas.... veio rolando ... fez de tudo pra que a menina tropeçasse... fez de tudo para que a menina acreditasse nas palavras que dizia... e se foi....
... de tempos em tempos voltava... e ainda volta.... tentando um truque novo...

MAs a menina atravessa... noites e dias... atravessa com delicadeza... toda dela.
Ela mesmo tecia... fios e fios de delicada linha... tinha aquelas mãos pequenas...que desfazia intricados nós...
 (...)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mar e ilha , Setembro.

Foi numa madrugada destas de outono que ela nascera.
 Era páscoa E seu pai ainda noutro andar foi capaz de ouvir o choro dela. De algum jeito reconheceu a voz de sua filha que acabara de nascer.
A enfermeira a repousou nos braços da mãe achando graça, no choro da menina, que franzia a testa já com feições e expressões.
Ela imediatamente silenciou.
Assim que seu pai entrou no quarto e a viu, tirou do bolso um presente que se pensasse direito não poderia , mas o fez, uma jóia com o nome da menina, que ele já amava tanto.
A mãe desde este primeiro encontro, não a tirou dos braços mais... era um ciúmes sem tamanho.. que lhe amarrava a garganta ... apertava contra o peito..

Pra que se possa entender um pouco mais dela, da menina, é preciso contar sobre seus pais.
Porque algumas vezes, um amor que seria imposssível... Improvavel como um peixe que se apaixona por um pássaro... se faz real.... e este mesmo amor.. é daquele mesmo tipo, falado aqui... não cabe numa vida...
Ele explode; e quase isto mesmo aconteceu naquela manhã nublada numa praia qualquer...
... quando seu pai caminhando viu pela primeira vez a mãe da menina....
O vento forte, o dia cinza, a areia úmida... Foi assim que a tempestade se apaixonou pela montanha.
E assim ela nasceu.. a menina...

Nos seus cabelos e nos seus pés tinha ventania... Ela gostava de roda, de poesia pra poesia tecia suas histórias, e ensaiva seus passos.. pra vida que viria.
O sol se escondia e caia manso entre as ondas do cabelo... nas mãos sempre um perfume... Mas ela não tinha nome de flor.

Ainda muito menina  recostava no braço direito de seu pai pra dormir  e eles conversavam horas.. Acho que foi ele quem a ensinou a falar... ela não gostava muito .. mas um dia seu pai gravou tudo.. tudo tudo que eles diziam.. e fez uma surpresa...
Pegou o radinho... e tocou sua fita... aqueles olhos verdes sorriram sem entender... de quem era aquela voz iinha inhaa ... até sua mãe achou graça do susto da menina...
... Ela gostava de desenhar o que amava... pegava sua mão, e deslizava... pelo rosto de sua mãe... uma mão... depois a outra... ia desfazendo rugas... separando linhas... ela gosta mesmo era desenhar sorrisos...
TOda noite no braço do seu pai... um dia ele reparou... naquelas mãozinhas... e disse pra menina que ninguém, nem mesmo a chuva tinha mãos tão pequenas quanto as suas...

E a menina foi crescendo... entre o chão de terra batida.. do quintal ao chão muito vermelho encerado... muito encerado de sua mãe...
Era tudo encantado... de manhã... seres alados invadiam sua janela verde de folhas abertas... disfarçados de poeira... passavam todos , um à um por ela.. lhe beijavam a face... serenavam nos cabelos...
E o entardecer ... sempre chamava seu nome... corria pra fora... o sol caindo devagar à se despedir...
... e vagalumes queridos... de repente... assim.... pipocavam... reluziam...

Antes de qualquer estrela.. antes mesmo de seus pais... É que eles precisavam garantir que a menina estava segura... foi seu pai ... foi ele quem mandou...

Ela gostava de ficar ali... esperando... Enquanto esperava .. sonhava.. e enquanto sonhava ..conversava...
... com o limoeiro.. com o que via quando olhava pra cima...
Um dia ela , a menina se enamorou de um destes vagalumes... e saiu quintal a fora.. pisando pedras... tentando seguir aquela pequena luz... até que o pirilampo cansado da brincadeira foi ao encontro da menina...

Ele pousou suave... ela o repouso entre as suas mãos, com cuidado ela nem conseguiu fechar a palma da mão mt pequena... ela colocou uma sobre a outra.. e entrou ... abriu um lugar na sua gaveta de coisas bonita... colocou o bichinho ali... pra ele dormir... uma tampinha qualquer com água... e ficou matutando, o quê um vagalume gosta de comer?? ...

Quem sabe!!?

Naquela noite ela adormeceu cedo, de manhã quando correu e abriu sua gaveta... o bichinho estava lá, morto.
Os ombro pesaram e ela escorregou até o chão, ficou ali parada bem quietinha... pensando no que tinha feito... que horror ... ficou ali parada.
O coração pulava... pulava... até que sua mãe a encontrou... pegou a menina pela mão... e lhe falou:

_ Não fique triste!! FOi por amor!! Olha, Ventania, ele podia ter ido embora... ele podia ter escalado esta roupinha... e esta e esta pra ir embora... mas ele não foi!! _

Mesmo assim , os olhos da menina ficaram presos no chão. Ahh não gostava que ninguém a visse chorar...
Aquela tarde ela sentou no último degrau da porta de entrada de sua casa... e chorou.
Ela olhou bem pra cima e chorou... tão sentida.. que não percebeu quando foi o sol embora... quando a noite caiu...
... ela percebeu aquele silêncio todo ... que vivia... e fez frio... ela sentiu nos pézinhos descalços... nos braços... no nariz...
o céu estava todo nublado.. achou que era chuva... mas a chuva não veio... foi então , assim... de supetão...

Ela se levantou , e foi então que começou a chover ..... pedaçinhos e pedacinhos  minúsculos... tão pequenos  quanto suas mãos ... de papel....

Ela esticou os braços... abriu a palma das mãos... pegou os pedaçinhos que pôde... e entrou sorrindo.
Os guardou naquela gaveta... numa caixinha.... Achou mesmo que era seu .... aquela poeira... vinda sabe-se lá....

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Amor e Sonho!

Minha árvore florida, 
como nunca esteve antes... 
Ando ausente nestes dias, ausência que arrebata e arremessa saudades. 
ELegias minha!


Vida que não se mede.. 
... vida que não se esquiva... nem foge assustada... 
... vida sempre a serviço da vida!!


Primeiro dia de inverno. O céu se estende claro, de fulgores e brancuras... esqueço meu nome .. e caminho pelo meio.
Ausente de todas estas coisas  breves... 
Aguardando a vida começar... suspiro aquilo que deveria me acalmar.


Não sou feita de rascunhos.. nem de medos.. 
Mas sou toda coragem.
Sou escudo forte.


Os anos pesam demais no coração... e a vida vai deixando em cada esquina, caminho .
Tenho AMor no Peito!!!
Tenho palavra encantada... e sonho antigo amadurecendo no pé!!!
colho ROmance de tempo em tempo!!


Semente antiga... coisa só minha!!!!


O Sereno silêncio sou. 
E 
Estou humanamente em paz comigo 
Ternura! 

Paz que dói de tanta 
Mas orvalho! 
Em seus Renovos 

Estou e Vou, como Sou 

TErnura 

Maneira funda e cristalina Minha 
Água de remanso, mansa 
Brisa Suave... 
... Luz de Amanhecer! 

* * * 
NAs palavras da amizade branca de RAquel! 
Nas palavras de alento da maravilhosa Marla! 
Nos sorrisos dos Amigos. 

VOu encontrando minhas respostas e certa direção! 

Porque algumas vezes não somos capazes de ver com total clareza sozinhos. 
E é preciso conforto e abrigo.. VErdade. 
De poesia pra poesia. 

Como existe gente ruim nesta vida!!! 
Quanta pobreza de Espirito! 
Quanta falta e ausência. 

Minha música predileta no rádio. 
o Coração cheio dela. 

ESqueço as horas que gastei.. pensando e pensando. 
EScrevo. 

ADormeço, 
Pesadelo de novo. 
Acordo... me esqueço! 

Quanta saudades! 
Que saudades. 

Meu coração contrito. 
Tenho certeza que junto comigo, semana que vêm, alguns também mal conseguirão respirar. 
E os que estão longe... vão sufocar meu nome. 
Guardando no mínimo um pensamento destinado à mim. 

Mas a superação é minha. 

Mesmo com toda poesia dos queridos amigos. 
Dos cuidados e carinhos. 

terça-feira, 27 de abril de 2010

da poesia dELa!!


O que foi feito dela...

dos sonhos dela..... da casa dela...
do vestido dela??

O que foi feito das flores dela?

Tanta delicadeza...tanta poesia.

ELa já foi amor um dia.. e cuidados ... jardins secretos.
Fugas e sonetos.
A menina translúcida passa.
Ve-se a luz do sol dentro dos seus dedos.
Brilha em sua narina o coral do dia.

Leva o arco-íris em cada fio do cabelo.
Em sua pele, madrepérolas hesitantes
pintam leves alvoradas de neblina.

Evaporam-se-lhe os vestidos, na paisagem.
É apenas o vento que vai levando seu corpo pelas alamedas.
A cada passo, uma flor, a cada movimento, um pássaro.

E quando pára na ponte , as águas todas vão correndo
de volta para dentro dos seus olhos.

QUem lhe comprará um RAio de SOl??????????????

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ar LiVre...



Só um pouco de AR !

...

No coração... que têm batido descompassado e apressado,

Como se quisesse partir desparado... correndo.

No pulmão pequeno e apertado.
Só respirar!

Ah hoje eu perdôo todo mundo!
Perdoei! Já foi!
E quer saber, se a vida é esta e precisa ser assim. Então que seja!

Eu respiro de novo!
Eu me ergo de novo!
E caminho!

Triste é não chorar
Sim, eu também chorei
E não, não há nenhum remédio
Pra curar essa dor
Que ainda não passou
Mas vai passar!
A dor que nos machucou
E não, não há nenhum relógio
pra fazer voltar... O tempo voa!

Triste é não chorar
Sim, eu também chorei
E não, não há nenhum remédio
Pra curar essa dor

Que ainda não passou
Mas vai passar!


A dor que nos machucou
E não, não há nenhum relógio
pra fazer voltar... O tempo voa!

Eu não suporto ver você sofrer
Não gosto de fazer ninguém querer se abster do
passado
E o que passou, passou
E o que marcou, ficou

Se diferente eu fosse será que eu teria sido amado
Por você, por você
...

Revirando cadernos antigos.

A menina translúcida passa.
Vê-se a luz do sol dentro dos seus dedos.
Brilha em sua narina o coral do dia.
Leva o arco-íris em cada fio do cabelo.

Em sua pele, madrepérolas hesitantes
pintam leves alvoradas de neblina.

Evaporam-se-lhe os vestidos, na paisagem.
É apenas o vento que vai levando seu corpo pelas alamedas.

A cada passo, uma flor, a cada movimento, um pássaro.
E quando pára na ponte, as águas todas vão correndo,
em verdes lágrimas para dentro dos seus olhos.
*
Ar Livre - 


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segunda-feira, 19 de abril de 2010

O peito era maior que o céu aberto!

Da minha janela o céu era regular e tingido de azul... da árvore bem  de frente... um passarinho piava, chamando sua mãe.


Manhã de Outono daquelas.Linda! Perfumada.
Eu não sei explicar como, mas a noite passada , nos braços dele, tudo era perfume. Era cheiro de JAsmim! Doce! 
E aqui no escritório, o perfume impregnado na pele, suave... doce... 


O peito era maior que o céu aberto.
Parávamos. E sabeis
Que o que contenta mais o peito inquieto
É olhar ao redor como quem vê
E silenciar também como quem ama.

(Hilda Hilst, sempre!! Minha voz!)


COmo hoje é um dia daqueles!!! E ando as vésperas de saídas e soluções.
Porque tenho uma suspeita. E Sandra tinha razão, eu temo tanto quanto sonho isto. 

E estou de silêncios.
Silêncios Silêncios.


Então uso as palavras da amiga de alma, querida Marlinha.
Hoje ela é a minha voz:::::]

Não quero mais ser apenas a mulher fatal, aquela que desatina juízos, desarruma e transforma a tua vida num redemoinho doce.

Quero ser também a tranqüilidade das tardes sonolentas depois do almoço, a fluidez das horas ociosas.
Quero ser canto, colo, aconchego, rotina e abrigo de paredes concretas.

E uma ponte para o exterior quando a madrugada inquieta...

Quero permanecer mais do que estar, sem me preocupar pra que direção o vento levará teus desassossegos.

Mas, deste caminho que te apresento, faço do convite esta certeza de mãos dadas só no início... Pois há algo que mesmo quem teme , ignora: é possível que a estrada seja engolida: pelas águas, pelo cansaço, pelo desperdício das horas, pelos indícios.

Não acredito mais na idéia de amor romântico, por isso, perdoa se te transformei no homem da minha vida, eu deveria ter deixado que você se tornasse por mérito próprio.

E se percebo que não há garantias é porque nunca as tive: nem nas ausências, nem durante a mais intensa companhia.

E destes gritos que abrangem um mar inteiro numa breve manhã ou numa tarde sem carícias, me desvencilho.
Quero saber que você existe, que já esteve em mim e comigo, mas que é tão livre para ser quanto eu sou.

E que esteja e seja matéria ou substância etérea sem me machucar com tua existência sólida.
Não quero que nada sobre você me pese nos dias e nem que a saudade me faça acordar com o olhar mais triste que já tive. Quero saber-te pleno e estar feliz por isto, seja lá qual for o motivo.


Quero saber-me plena e casada com o amor, mesmo que você já não seja mais o foco.

Há muito alvoroço de mar em mim, deixa que eu viva e escreva por esta Natureza.
(Nasci explícita para que mingúem me guarde num segredo.)Sou permanência e transitoriedade. Sou reminiscência e novidade.E sei e sinto e vejo mais do que gostaria.

E, se isto me orienta, também me angustia.

Você sabe, às vezes me falta destreza.

E para que não seja sempre assim tão ácido,

Não sejamos nós,

Antes, sejamos laços:

Desses que se atam e desatam com delicadeza.


Céu Aberto.
Peito Aberto... 
Perfume da manhã... PErfume de beijo ... 
história  de amor. 
Canto de amor...