ERa dela este dom, este toque especial capaz de transformar tudo em conto de fadas...
Tinha aquele jeito enluarado... e mãos pequeninas capazes de imprimir poesia no dia mais comum... ..
Emprestava cores pro dia.
Espanava a poeira ... arrastava móveis... construía paisagens...
Jurava de pés juntos que se entristecesse era capaz de chover !!
Á todos que cruzavam seu caminho sorria uma cantiga... um mistério...
E quando fechava os olhos, seu maior temor era uma vida vivida sem amor... sem poesia.
Tinha pavor de não ser ninguém nunca pra outro alguém...
... Porque afinal de contas, a gente vive para isto mesmo, para ser tudo para alguém um dia e para sempre... Oras!
TOdas as suas histórias, todos os seus contos... tudo que escrevera a vida inteira um dia desapareceu.
Se foi... como poeira.
Naquele dia sentiu como se toda sua vida tivesse sido roubada... assaltada... foi assim privada de suas alegrias, seus amores, dissabores, batalhas, tristezas...
O passado é esta coisinha que nem sempre nos faz bem... mas sempre queremos deixar ao lado... engavetado.. arquivado...
Mas enquanto olhava para página em branco à sua frente... e tinha aquela certeza feliz de que sua vida tinha começado daquele dia em diante...
... percebeu que a perda na verdade era ganho...
Não queria mais nada daquilo... não queria, por mais belos que fossem seus escritos, suas lembranças...
Porque tinha um pássaro dourado nas mãos...
... que tinha este poder, de fazer nova todas as coisas.
Todos os dias... tudo se fazia novo... e outra vez.
A menina e seu pássaro, a menina e seu sonho....
E além das cores que dispunha, agora existia canto...
E ela era Tudo pra este passarinho...
... nunca mais estaria só...
Se viu livre do seu maior temor !
E o que valia era agora... era dali por diante...
A menina e seu pássaro dourado.
Sentia como se não existisse mais nada além.
Além daquele instante único e todo dela...
O azul do céu... as flores que pendiam do galho da sua árvore...
o canto magnífico de seu pássaro...
... as estrelas todas elas caindo devagar...
E Aquele anseio de repartir esperanças !
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
domingo, 3 de outubro de 2010
de EsTrelas
"A estrela cadente
caiu ainda quente
na palma da mão."
Lá e de volta outra vez,
desfez as malas... enquanto preparava o chá.
no peito o coração batendo descompassado.. avisando que era hora...
lembrando que ainda estava lá...
seuEnquanto o chá lhe acalmava a alma ,
garganta a dentro...
... REspirou bem devagar, sorrindo, fez um pedido...
Apertou os olhos, e insistiu com seu pedido...
Que Deus a escutasse,
Que seus sonhos não morressem...
... não podia dizer em voz alta, aquilo que desejara seu coração...
... mas sorria...
como se uma estrela cadente tivesse cruzado sua frente...
Sorria com a certeza, que tudo tudo se resolveria...
ELa viveria outra vez...
....
caiu ainda quente
na palma da mão."
Lá e de volta outra vez,
desfez as malas... enquanto preparava o chá.
no peito o coração batendo descompassado.. avisando que era hora...
lembrando que ainda estava lá...
seuEnquanto o chá lhe acalmava a alma ,
garganta a dentro...
... REspirou bem devagar, sorrindo, fez um pedido...
Apertou os olhos, e insistiu com seu pedido...
Que Deus a escutasse,
Que seus sonhos não morressem...
... não podia dizer em voz alta, aquilo que desejara seu coração...
... mas sorria...
como se uma estrela cadente tivesse cruzado sua frente...
Sorria com a certeza, que tudo tudo se resolveria...
ELa viveria outra vez...
....
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Chão da Infância!
Chão da infância.
Quintal Enluarado... salpicado de pirilampo aqui e ali....
Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, misturado com o que respiro.
Firmo os pés com força... no chão de terra batida.
Descalços.
e a terra rindo embaixo dos meus pés... farta de sementes....
Abandonada de cuidados!
VEntania solta pelo quintal... tangendo cabelos...
arrastando a poeira do chão...
Poeira cintilante... pelas frestas de luz que apontam janela à dentro.
E vamos de mãos dadas...
Ciranda de menina... sonho de princesa... melancolia de anjo...
Na saia do vestido, delicadeza e pôr do sol.... Cantando em segredo o que o coração suspira: Nesta rua nesta rua tem um bosque... que se chama que se chama solidão... Dentro dele dentro dele mora um Anjo... que roubou que roubou meu coração....
Gosta da repetição dando enfâse naquilo que era mais bonito.
E da forma como aquelas palavras vão lhe fazendo carinho.
DE alguma forma sabia que seus dias seriam poucos.. e que suas batalhas seriam assim... sem feridos, sem prisioneiros... era viver e morrer.
E seguir.. e lutar... até o fim.
Solidão na planta dos pés.
Florzinha do mato... guardada entre cadernos.
Sonhos encerrados em diários...
Diários esquecidos no fundo da gaveta...
....
Amava as coisas simples... as tarde de outono... de céu azul... rasgado
Caiado de azul mais límpido...
De vento Cortante...
Corria entre o tempo... arrastando silêncio e poesia....
Quintal Enluarado... salpicado de pirilampo aqui e ali....
Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, misturado com o que respiro.
Firmo os pés com força... no chão de terra batida.
Descalços.
e a terra rindo embaixo dos meus pés... farta de sementes....
Abandonada de cuidados!
VEntania solta pelo quintal... tangendo cabelos...
arrastando a poeira do chão...
Poeira cintilante... pelas frestas de luz que apontam janela à dentro.
E vamos de mãos dadas...
Ciranda de menina... sonho de princesa... melancolia de anjo...
Na saia do vestido, delicadeza e pôr do sol.... Cantando em segredo o que o coração suspira: Nesta rua nesta rua tem um bosque... que se chama que se chama solidão... Dentro dele dentro dele mora um Anjo... que roubou que roubou meu coração....
Gosta da repetição dando enfâse naquilo que era mais bonito.
E da forma como aquelas palavras vão lhe fazendo carinho.
DE alguma forma sabia que seus dias seriam poucos.. e que suas batalhas seriam assim... sem feridos, sem prisioneiros... era viver e morrer.
E seguir.. e lutar... até o fim.
Solidão na planta dos pés.
Florzinha do mato... guardada entre cadernos.
Sonhos encerrados em diários...
Diários esquecidos no fundo da gaveta...
....
Amava as coisas simples... as tarde de outono... de céu azul... rasgado
Caiado de azul mais límpido...
De vento Cortante...
Corria entre o tempo... arrastando silêncio e poesia....
sexta-feira, 5 de março de 2010
RAstro de FLor e EstREla..
...Sou entre flor e nuvem,
estrela e mar.Por que havemos de ser unicamente humanos,
limitados em chorar?
Não encontro caminhos
fáceis de andar;
Meu rosto vário desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar;
E por isso levito.
É bom deixar
um pouco de ternura e encanto indiferente
de herança, em cada lugar.
Rastro de flor e estrela,
nuvem e mar.
Meu destino é mais longe e meu passo mais rápido:
a sombra é que vai devagar.
estrela e mar.Por que havemos de ser unicamente humanos,
limitados em chorar?
Não encontro caminhos
fáceis de andar;
Meu rosto vário desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar;
E por isso levito.
É bom deixar
um pouco de ternura e encanto indiferente
de herança, em cada lugar.
Rastro de flor e estrela,
nuvem e mar.
Meu destino é mais longe e meu passo mais rápido:
a sombra é que vai devagar.
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