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sexta-feira, 14 de junho de 2013

The HarVeST MoOn

Encheu-se de silêncio e trabalho...
                                                                                 Lavoro!! Lavoro!!

E de tanto trabalhar se fez tão cansada. Se fez incansável.
SE nutria pelo desejo ardente de ver sua filha crescer.

SEntiu como se o coração tivesse parado, ou pior, tivesse fugido do peito que o sufocava... Tinha sempre esta sensação: que era o Coração muito maior do que o peito que lhe amparava!

Faltava Metade sem o seu Escudo de DAvi pendurado... forte assim, Como um estandarte numa torre longa de marfim, assim seu colar com o escudo lhe enfeitava o pescoço de bailarina, que lhe deixava mais forte.
Que lhe redobrava o ânimo e fortalecia os joelhos.

Não é dizer que acreditava em SInais como uma pessoa mística diria.
Mas era preciso dizer que Acreditava em Deus.
Acreditava que a Sua palavra era VIva e Eficaz.... que falava conosco à todo momento. O problema era ela, incapaz de OuVIR Sua Voz.

O entardecer era lindo... aquela imensidão azul de outono... o vento calmo e fresco...
... Ia correndo o olhos sobre a superfície do lago... ia avançando o caminho de volta.... Pensando aonde mesmo queria chegar...

Onde estaria amanhã e depois e depois?
Faltava muito ou quase nada para enfim chegar?

É engraçado, fazia o exercício inverso e lembrava de onde estava... Voltava o tempo, meses, alguns pares de anos... e ali se encontrava... o coração imenso, aberto, rasgado, escancarado.
...Suspirando flores.

Sonhando longas colheitas...
Um amor infinito no peito, um filho nos braços.
Correndo entre suas ruas e alamedas de cidade do interior.. o ipê amarelo, grandioso, florido.
Era ela ali.
(...)

Então fez um silêncio imenso.
E o peito apertava... e não havia canção... Apertava os olhos e pedia a Deus a força que agora estava perdida... esquecida... empoeirada.... continuou pedindo... Precisava ouvir dEle...

Foi quando se deparou com as palavras doces destas mãos delicadas...
...

" Vezenquando uma nuvem de pessimismo empoeira meus olhos, faz com que eu enxergue doído o que antes era sol.
E me aborrece, me entristece, me tira do sério.
 Mas eu não demoro o meu olhar e logo ali na frente um Zé, um Davi, uma Maria ou um João-ninguém me faz querer ganhar asas e me transporta pro mundo que eu moro todos os dias, o mundo da ressurreição.

Demoro o meu olhar sobre as aves que passam,
sobre o céu azul que nos convida a ter asas,
num pobre velhinho que varre a rua e que canta.

Demoro o meu olhar onde mora a luz,
onde é a casa da poesia, onde eu me sinta abraçada por um monte de gente que eu gosto.

Demoro o meu olhar nas pequenas coisas, nas singelezas e gentilezas de todo dia.

Nas canções que me embalam, nas palavras que enaltecem, nos sonhos que acolhem, que embalam e rejuvenescem.

De manhã, quando acordo, costumo lavar os olhos com o verde da esperança.
... É ela que faz a diferença na minha vida. E é ela, só ela, que ganha espaço nos meus dias."
....

* o que seria de mim, sem as palavras de doçura da linda e querida mamãe do DAvi ??!!
** Cris , te beijo com ternura !






segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Que Seja doce o que vier, pra Você e pra Mim...

... Foi uma doutora de alma quem disse,
que em dias feito este de sequidão sem fim,
de cantos empoeirados e gavetas vazias... em dias feito este... bom pra alma é fazer de conta!

É colocar uma estrela na ponta dos pés, uma flor nos caracóis do cabelo da filha e rodopiar... fazendo de conta ... como se voasse... flutuar...
Esquecer.

FOi a doutora que mandou! E continuou dizendo assim:

" Faz de conta que o céu tá bonito, que a saudade é pequena e que a fé é muita.
 Faz de conta que a dor foi-se embora.
Faz de conta que ama e que é amada.

Faz de conta que nada mais sangra, que o sonho não acabou e que o riso é constante.
Faz de conta que num piscar de olho a gente constrói o que a gente quiser.

Faz de conta que o amor é tanto que corre das veias e chega a sobrar.
Faz de conta que a inocência ainda existe e tá pertinho da gente.
O nome dela é Ana Beatriz!

Faz de conta que as pessoas que a gente gosta apareçam em sonho.
 Faz de conta que o fio da vida é longo e que nele cabe a eternidade.

 Faz de conta que as cantigas ocupam o lugar do choro.
Faz de conta que a gente consegue desatar os nós de marinheiro que a vida dá.
Faz de conta que não é preciso inventar.

E nesse faz de conta, a menina se fazia inteira ..."

DOutora Cris Carvalho, quem mandou! Duas dose de faz de conta, toda vez que prender o choro e sufocar um soluço.